Jogos de criaturas como Pokémon não param de surgir — e 2026 só reforça essa tendência. Depois de Aniimo confirmar lançamento para setembro, a lista de “concorrentes” da franquia da Nintendo já inclui nomes como Palworld, Temtem, Coromon, Cassette Beasts e até o recém-anunciado Pickmon. A pergunta que fica é: por que tantos estúdios, de tamanhos e países diferentes, estão apostando na mesma fórmula?
A resposta começa com um número simples: dinheiro. Muito dinheiro.
Pokémon é a franquia mais lucrativa da história — e continua crescendo

A The Pokémon Company faturou US$ 3,4 bilhões no ano fiscal de 2026, um salto de 29% em relação a 2025 — e olha que o ano fiscal nem tinha terminado quando o número foi divulgado. Para efeito de comparação, em 2021 a receita da empresa era de “apenas” US$ 769 milhões: um crescimento de quase 500% em cinco anos. Somando jogos, anime, cartas colecionáveis e licenciamento, a franquia já acumula mais de US$ 100 bilhões em receita ao longo de três décadas, o que a torna a propriedade de mídia mais lucrativa já criada — à frente de qualquer filme, série ou personagem.
Quando um mercado desse tamanho existe e ainda está em expansão, é natural que outros estúdios queiram uma fatia — mesmo que pequena — dele.
Palworld provou que dá para competir (e lucrar muito)
Se havia dúvida sobre se um “clone de Pokémon” conseguiria se sustentar comercialmente, Palworld resolveu essa questão. O jogo da Pocketpair vendeu mais de 30 milhões de cópias e faturou cerca de US$ 700 milhões, com uma base de mais de 40 milhões de jogadores somando Steam, PlayStation e Xbox. No auge do lançamento, chegou a ultrapassar 2 milhões de jogadores simultâneos no Steam — número digno de um dos maiores fenômenos da história da plataforma.
Palworld não só validou a fórmula, como mostrou que um estúdio independente pode desbancar a lógica de que só a Nintendo/Game Freak conseguem sustentar esse tipo de jogo. Isso abriu as portas — e o apetite de investidores — para uma nova leva de projetos.
O gênero se dividiu em nichos diferentes

Uma coisa interessante é que os “concorrentes” de Pokémon pararam de tentar copiar a fórmula ponto a ponto e passaram a explorar ângulos próprios:
- Palworld apostou no lado “sobrevivência com armas”, algo que a Nintendo jamais faria
- Temtem foca em batalhas competitivas 2v2 sem elementos de sorte, tirando o RNG que irrita jogadores mais hardcore
- Cassette Beasts aposta em uma narrativa própria e só revela sua natureza de “coletor de criaturas” aos poucos
- Coromon mira a nostalgia dos jogos clássicos de Game Boy Advance, com dificuldade ajustável
- Aniimo entra com a mecânica de Twining, que permite literalmente jogar como a criatura
Essa diversificação é estratégica: em vez de brigar diretamente com Pokémon pelo mesmo público, cada jogo tenta capturar um subgrupo de fãs insatisfeitos com alguma limitação específica da franquia original — seja a falta de violência, o sistema de RNG ou a nostalgia por gráficos antigos. Foi um tema recorrente até nos anúncios da Gamescom 2026, onde vários desses “primos” de Pokémon apareceram lado a lado.
O modelo gratuito (free-to-play) baixa a barreira de entrada
Boa parte dos jogos mais recentes desse gênero — incluindo Aniimo — aposta no modelo free-to-play. Isso resolve um problema real: pedir para alguém pagar o preço cheio por um “quase-Pokémon” é um risco alto; oferecer de graça e monetizar depois (cosméticos, passes de temporada, DLCs) reduz drasticamente a barreira de entrada e permite que o boca a boca faça o trabalho de marketing.
Vale a pena investir nesse gênero em 2026?
Para os estúdios, a resposta prática já apareceu: sim. Entre a fatia de mercado de Pokémon que segue crescendo e o exemplo de sucesso comercial de Palworld, faz sentido que cada vez mais desenvolvedores — de indies a estúdios apoiados por publishers como Xbox — tentem sua versão da fórmula. A lista de lançamentos de setembro de 2026 já mostra como esse gênero está cada vez mais presente no calendário de estreias.
Para o jogador, a boa notícia é a variedade: cada vez mais opções gratuitas e pagas, cobrindo desde o hardcore competitivo até o casual com fazenda e casa própria.
Veredito: Nível de Expectativa ⭐⭐⭐⭐☆ (4/5)
A multiplicação de jogos de criaturas não é modismo passageiro — é resposta direta a um mercado bilionário que continua batendo recorde atrás de recorde. Com Palworld provando que dá pra faturar alto sem ser a Nintendo, e cada novo título encontrando um nicho próprio em vez de copiar tudo, a tendência tem fôlego para continuar crescendo em 2027.
Se você gosta de: Pokémon, Palworld, Temtem, Aniimo, jogos de mundo aberto com criaturas
Com tanta opção surgindo, vale acompanhar de perto — o próximo “Palworld” pode estar prestes a ser anunciado.
FAQ
Por que tantos jogos parecidos com Pokémon estão surgindo?
Porque o mercado de captura e evolução de criaturas é bilionário — a franquia Pokémon sozinha faturou US$ 3,4 bilhões em 2026 — e Palworld provou que outros estúdios também conseguem lucrar alto nesse gênero.
Palworld é um clone de Pokémon?
Ele se inspira na fórmula de captura de criaturas, mas adiciona elementos de sobrevivência e crafting que Pokémon nunca teve.
Qual jogo vendeu mais entre os “concorrentes” de Pokémon?
Palworld, com mais de 30 milhões de cópias vendidas e cerca de US$ 700 milhões em receita.
Esses jogos são todos gratuitos?
Não todos — Palworld é pago, mas boa parte dos lançamentos mais recentes, como Aniimo, aposta no modelo free-to-play.
Opiniões da galera