Resident Evil está bombando nos cinemas e reabrindo uma discussão que Hollywood vinha adiando há anos: será que os filmes de games finalmente encontraram a fórmula certa? O reboot dirigido por Zach Cregger, com Austin Abrams no papel principal, estreou registrando o melhor desempenho de pré-venda da história da franquia, arrecadando entre US$ 8 milhões e US$ 9 milhões apenas nas sessões antecipadas, com projeção de fim de semana entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões.

Por que esse Resident Evil é diferente

O interesse em torno do filme não é acidental. A expectativa em torno do reboot foi impulsionada pelo sucesso anterior de Cregger com “A Hora do Mal”, que arrecadou mais de US$ 151 milhões nos EUA e US$ 270 milhões mundialmente. Isso trouxe uma nova camada de credibilidade para uma franquia que, apesar de comercialmente forte, sempre dividiu opiniões entre crítica e fãs dos jogos.

Mesmo com filmes anteriores nem sempre bem recebidos pela crítica, a série Resident Evil já gerou mais de US$ 1,2 bilhão em bilheteria — número forte o bastante para explicar por que a Sony decidiu segurar a franquia mesmo diante de pressão do mercado. O estúdio chegou a recusar uma oferta bilionária da Warner Bros. Discovery pelos direitos de Resident Evil, apostando que o reboot traria retorno superior sozinho. tecmundo

O ponto de virada das adaptações de games

Resident Evil

Para entender por que Resident Evil pode “abrir portas”, é preciso olhar para trás. Apesar de adaptações de games existirem desde 1993, poucas conseguiram bilheterias relevantes até 2018, e nenhuma delas conquistou crítica e público ao mesmo tempo — casos como Street Fighter e o primeiro Super Mario ficaram marcados como fracassos.

Esse cenário só começou a mudar recentemente. O filme do Sonic, em 2020, mostrou que era possível transformar um material simples em uma adaptação fiel e bem-contada, abrindo caminho para o que veio depois. Em 2026, o efeito ficou ainda mais claro: Super Mario Galaxy já ultrapassou US$ 1 bilhão em bilheteria, enquanto Mortal Kombat II arrecadou US$ 63 milhões só no primeiro fim de semana.

O que vem por aí

O mais interessante é que Resident Evil está longe de ser um caso isolado. Depois dele, o calendário de Hollywood já reserva o filme de Street Fighter para outubro de 2026, seguido por Angry Birds 3, Sonic 4, The Legend of Zelda e um novo Minecraft em 2027. Olhando mais à frente, nomes como Elden Ring, Call of Duty, Death Stranding, Metal Gear Solid e Gears of War também já estão no radar dos estúdios. tbreak

Resident Evil

Ou seja: o sucesso de bilheteria de Resident Evil não é só uma boa notícia isolada para os fãs da Capcom — é mais uma peça confirmando que Hollywood decidiu, de vez, tratar os games como uma das fontes de IP mais valiosas do momento.


Veredito

Nível de Expectativa: ⭐⭐⭐⭐☆ (4/5)

Resident Evil chega no momento certo para reforçar uma tendência que já vinha se desenhando desde Sonic e Mario: adaptações de games podem, sim, funcionar nos cinemas quando tratadas com respeito ao material original. O verdadeiro teste, porém, é se essa onda vai continuar entregando qualidade ou vai cair na armadilha de produzir só pela IP. Se você gosta de: Resident Evil, adaptações de videogame, cinema de terror, Zach Cregger. Vale ficar de olho na avalanche de estreias que vem entre 2026 e 2028.

FAQ

O novo Resident Evil é um sucesso de bilheteria?
Sim, o reboot de Zach Cregger já está registrando o melhor desempenho de pré-venda da história da franquia nos cinemas.

Por que os filmes de games estão dando certo agora?
A virada começou com Sonic em 2020 e se consolidou com sucessos como Mario e Minecraft, mostrando que é possível adaptar games com fidelidade e ainda atrair o público geral.

Quais outros filmes de games estão vindo por aí?
Street Fighter, Sonic 4, The Legend of Zelda, um novo Minecraft, além de projetos futuros como Elden Ring, Death Stranding e Metal Gear Solid.